Pular para o conteúdo
Aprenda Jogando
Aprendizagem

Como os jogos podem apoiar a aprendizagem das crianças

3 min de leitura
Como os jogos podem apoiar a aprendizagem das crianças

Jogos podem criar oportunidades para resolver problemas, conversar, seguir regras e praticar conteúdos. Isso não significa que toda criança aprenda melhor qualquer assunto por meio de um jogo. A escolha da atividade e o apoio do adulto fazem diferença na experiência.

O que uma brincadeira permite praticar?

Em um jogo de memória, a criança procura pares e acompanha regras. Em um mercadinho, pode contar objetos e calcular valores. Em uma construção com blocos, experimenta formas e equilíbrio. Cada proposta permite observar ações específicas; não é correto prometer melhora geral da inteligência apenas porque houve participação.

Um exemplo de aprendizagem durante o jogo

Separe doze fichas e quatro copos. Proponha: “Como distribuir igualmente?”. Depois de repartir, cada copo terá três fichas. Pergunte como a criança conferiu e registre 12 ÷ 4 = 3. Mude a quantidade para oito fichas e observem o que acontece.

A conversa liga a ação ao conteúdo matemático. Apenas repetir movimentos para ganhar pontos pode não produzir essa compreensão.

Não existem porcentagens fixas de aprendizagem por atividade

Listas que atribuem uma taxa fixa de retenção ao que se lê, ouve ou pratica não devem orientar promessas educacionais. A análise de Silva e Muzardo, publicada na revista Dialogia, sobre pirâmides e cones de aprendizagem, discute a falta de base para essas hierarquias e percentuais.

Ler, ouvir uma explicação e praticar podem cumprir funções diferentes. Escolha a forma de trabalho de acordo com o conteúdo e observe se a criança consegue explicar e usar o que estudou.

Como escolher e adaptar

  • Defina um objetivo pequeno: comparar quantidades, reconhecer uma palavra ou planejar uma jogada.
  • Explique poucas regras por vez e demonstre uma rodada.
  • Ofereça apoio quando necessário, sem humilhação por erros.
  • Retome a mesma ideia em outra situação.
  • Permita parar ou mudar de proposta quando houver cansaço ou desconforto.

Competir ou cooperar?

As duas formas são possíveis, mas competir não é obrigatório. Vocês podem montar um quebra-cabeça juntos ou procurar todas as palavras de uma lista. Observe como a criança reage e evite fazer da velocidade ou da comparação com colegas o centro da atividade.

Jogos físicos e digitais

Escolha pelo objetivo e pelas condições de participação. Um jogo digital pode oferecer retorno na tela; um material físico pode permitir manipular e discutir objetos. Nenhum formato garante vantagem em todas as situações. Quando houver tela, inclua esse uso nos combinados e limites da rotina.

O papel do adulto

Faça perguntas concretas: “Como descobriu?”, “O que mudou?” e “Dá para resolver de outro jeito?”. Não é preciso transformar toda brincadeira em aula. Também deve haver espaço para brincar livremente, descansar e conviver.

Use jogos como parte de um repertório que inclui ensino, leitura, escrita, conversa e exploração. O resultado precisa ser observado na aprendizagem da criança, não inferido apenas pelo entusiasmo durante a rodada.

#jogos #aprendizagem #educação lúdica

Achou útil? Mande para quem também vai gostar: