Pular para o conteúdo
Aprenda Jogando

Escolas literárias no Brasil: resumo e características

Do Quinhentismo à literatura contemporânea, cada escola reage à anterior. Veja fichas com autores e obras e treine com trechos de Bilac, Cruz e Sousa e Oswald.

Interpretação 12 min de leitura Um de 8 guias de Interpretação
Ir para o quiz

Compartilhar em

Neste guia

Uma escola literária é um conjunto de obras de uma mesma época que compartilham a visão de mundo e as escolhas de linguagem. Elas não nascem do nada: cada movimento costuma reagir ao anterior. O Arcadismo simplifica o exagero barroco, o Realismo desmonta a idealização romântica, o Modernismo rasga as regras parnasianas. Entender essa sequência de ações e reações é o atalho para não decorar datas soltas.

As datas abaixo são marcos didáticos, quase sempre a publicação de um livro. Na vida real, estilos convivem: Machado de Assis publicava romances realistas enquanto Bilac escrevia sonetos parnasianos. Para ler os trechos com olhar técnico, revise também as figuras de linguagem e a diferença entre denotação e conotação.

O pêndulo das escolas

A literatura brasileira oscila entre emoção e razão: Barroco (conflito) → Arcadismo (equilíbrio) → Romantismo (emoção) → Realismo e Parnasianismo (objetividade) → Simbolismo (emoção espiritual) → Modernismo (ruptura). Se você sabe a escola anterior, consegue deduzir boa parte da seguinte.

Linha do tempo das escolas literárias

Escolas literárias brasileiras, período e marco inicial
Escola Período Marco inicial
Quinhentismo 1500 a 1601 Carta de Pero Vaz de Caminha (1500)
Barroco 1601 a 1768 Prosopopeia, de Bento Teixeira (1601)
Arcadismo 1768 a 1836 Obras, de Cláudio Manuel da Costa (1768)
Romantismo 1836 a 1881 Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães (1836)
Realismo e Naturalismo 1881 a 1893 Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e O Mulato, de Aluísio Azevedo (ambos de 1881)
Parnasianismo De 1882 até o Modernismo Fanfarras, de Teófilo Dias (1882)
Simbolismo 1893 a 1902 Missal e Broquéis, de Cruz e Sousa (1893)
Pré-Modernismo 1902 a 1922 Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Canaã, de Graça Aranha (1902)
Modernismo A partir de 1922; três fases, com a terceira iniciada em 1945 Semana de Arte Moderna, Theatro Municipal de São Paulo (fevereiro de 1922)
Contemporânea Dos anos 1950-1960 até hoje Sem marco único: concretismo (anos 1950), poesia marginal (anos 1970)

Ficha de cada escola: contexto, autores e como reconhecer

Toque em uma escola para ver o contexto histórico, os autores e obras principais e as marcas de estilo que a prova cobra.

Quinhentismo

1500 a 1601

Marco inicial
Carta de Pero Vaz de Caminha (1500)
Autores
Pero Vaz de Caminha, Pero de Magalhães Gândavo, José de Anchieta

Os primeiros textos sobre o Brasil foram escritos por europeus. Há dois ramos: a literatura de informação (cartas e relatos de viajantes que descrevem a terra e os indígenas para a Coroa) e a literatura de catequese (autos e poemas dos jesuítas, como Anchieta, usados para converter os indígenas).

Como reconhecer: Olhar estrangeiro e deslumbrado, descrição da natureza, intenção prática (informar ou catequizar), não uma obra de arte autônoma.

Barroco

1601 a 1768

Marco inicial
Prosopopeia, de Bento Teixeira (1601)
Autores
Gregório de Matos, Padre Antônio Vieira

Época da Contrarreforma e do ciclo do açúcar na Bahia. O ser humano barroco vive dividido entre o prazer do mundo e o medo do pecado. Gregório de Matos, o Boca do Inferno, escreveu poesia satírica, lírica e religiosa; Vieira, sermões como o Sermão da Sexagésima (1655).

Como reconhecer: Antíteses e paradoxos, conflito fé x razão e carne x espírito, cultismo (jogo de palavras e imagens rebuscadas) e conceptismo (jogo de ideias e raciocínios).

Arcadismo

1768 a 1836

Marco inicial
Obras, de Cláudio Manuel da Costa (1768)
Autores
Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Basílio da Gama, Santa Rita Durão

Ciclo do ouro em Minas Gerais e ideias iluministas. Vários árcades participaram da Inconfidência Mineira. Os poetas adotam nomes de pastores e imaginam uma vida simples no campo. Obras: Marília de Dirceu (Gonzaga, 1792), O Uraguai (Basílio da Gama, 1769), Caramuru (Santa Rita Durão, 1781).

Como reconhecer: Bucolismo e pastoralismo, linguagem simples e equilibrada (reação ao exagero barroco), lemas latinos: fugere urbem (fugir da cidade), carpe diem (aproveite o dia), locus amoenus (lugar ameno), aurea mediocritas (vida simples).

Romantismo

1836 a 1881

Marco inicial
Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães (1836)
Autores
Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves, José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo

O Brasil acabara de se tornar independente e precisava de uma identidade nacional. A poesia teve três gerações: a nacionalista-indianista (Gonçalves Dias), a ultrarromântica ou do mal do século (Álvares de Azevedo, com Lira dos Vinte Anos) e a condoreira, social e abolicionista (Castro Alves, com O Navio Negreiro). Na prosa, A Moreninha (Macedo, 1844) popularizou o romance, e Alencar escreveu romances indianistas (O Guarani, Iracema), urbanos (Senhora, Lucíola) e regionalistas.

Como reconhecer: Subjetividade e sentimentalismo, idealização da mulher, do amor e do indígena como herói nacional, nacionalismo, fuga da realidade (morte, sonho, passado) e liberdade formal.

Realismo e Naturalismo

1881 a 1893

Marco inicial
Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e O Mulato, de Aluísio Azevedo (ambos de 1881)
Autores
Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Raul Pompeia, Adolfo Caminha

Fim da escravidão, crise do Império e chegada das ciências (Darwin, positivismo). O Realismo, com Machado (Quincas Borba, Dom Casmurro), analisa a psicologia e a hipocrisia da elite com ironia. O Naturalismo radicaliza: com base no determinismo, mostra o ser humano condicionado pelo meio, pela hereditariedade e pelo instinto, segundo teorias do século XIX, muitas delas hoje rejeitadas, como em O Cortiço (Aluísio Azevedo, 1890).

Como reconhecer: Objetividade, crítica social, personagens complexas e nada idealizadas. No Naturalismo: determinismo, zoomorfização (pessoas descritas como animais), temas patológicos e coletivos.

Parnasianismo

De 1882 até o Modernismo

Marco inicial
Fanfarras, de Teófilo Dias (1882)
Autores
Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo Correia

É a poesia da mesma época do Realismo. Reage ao sentimentalismo romântico defendendo a arte pela arte: o poema vale pela perfeição da forma. Olavo Bilac, o Príncipe dos Poetas, resumiu o ideal em Profissão de Fé, comparando o poeta a um ourives.

Como reconhecer: Culto da forma, soneto e versos metrificados (alexandrinos e decassílabos), rima rica, vocabulário raro, objetividade, temas da Antiguidade clássica.

Simbolismo

1893 a 1902

Marco inicial
Missal e Broquéis, de Cruz e Sousa (1893)
Autores
Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens

Reação ao materialismo científico: em vez de descrever o mundo, o poema sugere estados da alma. Cruz e Sousa, o Cisne Negro, é o grande nome; Alphonsus de Guimaraens escreveu Ismália, sobre a loucura e a morte.

Como reconhecer: Musicalidade (aliterações e assonâncias), sinestesia, misticismo e espiritualidade, obsessão pelo branco, pela névoa e pelo vago, letras maiúsculas em substantivos comuns.

Pré-Modernismo

1902 a 1922

Marco inicial
Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Canaã, de Graça Aranha (1902)
Autores
Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro Lobato, Augusto dos Anjos

Não é uma escola, mas um período de transição. Os autores denunciam o Brasil real e excluído: o sertanejo de Canudos (Os Sertões), o subúrbio carioca (Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto), o caipira Jeca Tatu (Urupês, de Lobato, 1918). Augusto dos Anjos publicou Eu (1912), com vocabulário científico e temas mórbidos.

Como reconhecer: Denúncia social, regionalismo, linguagem mais próxima da fala (sobretudo em Lima Barreto), mistura de traços antigos e novos.

Modernismo

A partir de 1922; três fases, com a terceira iniciada em 1945

Marco inicial
Semana de Arte Moderna, Theatro Municipal de São Paulo (fevereiro de 1922)
Autores
Mário e Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Drummond, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, João Cabral

1ª fase (1922 a 1930, heroica): ruptura e nacionalismo crítico — Pauliceia Desvairada (Mário, 1922), Manifesto Antropófago (Oswald, 1928), Macunaíma (Mário, 1928). 2ª fase (1930 a 1945): romance regionalista de denúncia — O Quinze (Rachel de Queiroz, 1930), Vidas Secas (Graciliano, 1938) — e poesia reflexiva de Drummond, Cecília Meireles e Vinicius. 3ª fase (a partir de 1945): experimentação com a linguagem — Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa, 1956), a prosa introspectiva de Clarice e a poesia construída de João Cabral (Morte e Vida Severina).

Como reconhecer: Verso livre, linguagem coloquial, humor e poema-piada, temas do cotidiano, valorização da cultura brasileira, recusa das regras parnasianas.

Contemporânea

Dos anos 1950-1960 até hoje

Marco inicial
Sem marco único: concretismo (anos 1950), poesia marginal (anos 1970)
Autores
Haroldo e Augusto de Campos, Ferreira Gullar, Paulo Leminski, Ana Cristina Cesar, Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo

Alguns livros chamam este período de Pós-Modernismo; outros usam o rótulo para a geração de 1945. Convivem o concretismo (poema que explora o espaço da página), a poesia marginal dos anos 1970, a prosa urbana e violenta de Rubem Fonseca e vozes antes excluídas, como Carolina Maria de Jesus (Quarto de Despejo, 1960) e Conceição Evaristo (Ponciá Vicêncio, 2003).

Como reconhecer: Pluralidade de estilos, fragmentação, intertextualidade, experimentação visual, literatura das periferias e afro-brasileira.

Como identificar a escola num trecho de prova

Questões de vestibular e do Enem raramente perguntam datas. Elas mostram um trecho e pedem a característica que ele revela. Use um roteiro de quatro perguntas:

  1. Forma: há rima e métrica rigorosas (Arcadismo, Parnasianismo) ou verso livre (Modernismo)?
  2. Eu lírico: confessa emoções intensas (Romantismo), some atrás da descrição (Parnasianismo) ou sugere estados vagos (Simbolismo)?
  3. Visão de mundo: idealiza (Romantismo), analisa com ironia (Realismo) ou explica pelo meio e pelo instinto (Naturalismo)?
  4. Vocabulário-pista: pastores e campo (Arcadismo); opostos em choque (Barroco); branco, névoa e sons repetidos (Simbolismo); fala coloquial e humor (Modernismo).

Exemplo resolvido 1

Trecho: “Minha terra tem palmeiras, / Onde canta o Sabiá” (Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”). A forma é regular e simples, o eu lírico expressa saudade da pátria, e a natureza brasileira é exaltada como superior. Saudade + exaltação da terra = nacionalismo. Resposta: Romantismo, 1ª geração. Não confunda com o Arcadismo: o campo árcade é um cenário europeu e convencional; aqui a paisagem é declaradamente brasileira e serve para afirmar a identidade do país recém-independente.

Exemplo resolvido 2

Siga as etapas do raciocínio, uma de cada vez.

  1. Passo 1. Leia o trecho: “Senhor Deus dos desgraçados! / Dizei-me vós, Senhor Deus!” (Castro Alves, O Navio Negreiro).
  2. Passo 2. Observe o tom: exclamações e apelo a Deus. É uma voz grandiosa, que discursa como se falasse a uma multidão.
  3. Passo 3. Observe o tema: o poema denuncia o tráfico de escravizados. Há uma causa social, não um drama íntimo.
  4. Passo 4. Cruze com as fichas: emoção intensa aponta para o Romantismo; causa social e tom de oratória apontam para a 3ª geração, a condoreira.
  5. Passo 5. Resposta: Romantismo, 3ª geração (condoreira ou social). A pista que separa das outras gerações é a causa coletiva — o ultrarromântico chora a própria dor.

Treine: de que escola é o trecho?

Leia cada trecho e escolha a escola. A explicação mostra a pista decisiva e a armadilha mais comum.

Trecho 1 de 5 · Acertos: 0

Ó Formas alvas, brancas, Formas claras / De luares, de neves, de neblinas!
Cruz e Sousa, “Antífona”

Isso: Simbolismo. O branco obsessivo, a névoa, a maiúscula em “Formas” e a repetição sonora apontam para o Simbolismo: o poema sugere sensações em vez de descrever.

Ainda não: é Simbolismo. A forma caprichada lembra o Parnasianismo, mas o parnasiano descreve objetos com nitidez; aqui tudo é vago, musical e espiritual. O branco obsessivo, a névoa, a maiúscula em “Formas” e a repetição sonora apontam para o Simbolismo: o poema sugere sensações em vez de descrever.

Invejo o ourives quando escrevo: / Imito o amor / Com que ele, em ouro, o alto relevo / Faz de uma flor.
Olavo Bilac, “Profissão de Fé”

Isso: Parnasianismo. O poeta se compara a um ourives: escrever é lapidar a forma. Esse é o programa da arte pela arte, centro do Parnasianismo.

Ainda não: é Parnasianismo. Falar de “amor” não torna o trecho romântico: o amor aqui é o cuidado com o trabalho, não um sentimento confessado. O poeta se compara a um ourives: escrever é lapidar a forma. Esse é o programa da arte pela arte, centro do Parnasianismo.

Se eu morresse amanhã, viria ao menos / Fechar meus olhos minha triste irmã;
Álvares de Azevedo, “Se eu morresse amanhã”

Isso: Romantismo. Confissão em primeira pessoa, morte como tema e sentimentalismo: é a segunda geração romântica, a do mal do século.

Ainda não: é Romantismo. Morte e melancolia também aparecem no Simbolismo, mas lá vêm envoltas em imagens vagas e misticismo; aqui o eu lírico fala de forma direta e emotiva. Confissão em primeira pessoa, morte como tema e sentimentalismo: é a segunda geração romântica, a do mal do século.

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, / Que viva de guardar alheio gado;
Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu

Isso: Arcadismo. A pastora Marília, o cenário de gado e campo e o eu lírico que se apresenta como pastor (Dirceu) são o retrato do pastoralismo árcade.

Ainda não: é Arcadismo. A declaração à amada pode parecer romântica, mas o amor árcade é contido e emoldurado pela convenção pastoril, sem o desespero do Romantismo. A pastora Marília, o cenário de gado e campo e o eu lírico que se apresenta como pastor (Dirceu) são o retrato do pastoralismo árcade.

Dê-me um cigarro / Diz a gramática / Do professor e do aluno / E do mulato sabido
Oswald de Andrade, “Pronominais”

Isso: Modernismo. Verso livre, sem rima, tom de piada e a defesa do português falado no Brasil (“me dá um cigarro”) contra a regra lusitana: Modernismo da 1ª fase.

Ainda não: é Modernismo. Quem vê “gramática” pensa em rigor formal, mas o poema zomba justamente da norma rígida que os parnasianos seguiam. Verso livre, sem rima, tom de piada e a defesa do português falado no Brasil (“me dá um cigarro”) contra a regra lusitana: Modernismo da 1ª fase.

Você acertou de 5 trechos.

Errou algum? Volte à ficha da escola e compare a pista com as marcas de estilo.

Erros comuns e como cai na prova

  • Achar que todo poema com amor é romântico. O amor aparece em todas as escolas; o que muda é o tratamento: contido no Arcadismo, desesperado no Romantismo, analisado com ironia no Realismo.
  • Confundir Parnasianismo com Simbolismo. Os dois cuidam da sonoridade, mas o parnasiano é nítido e objetivo, enquanto o simbolista é vago e espiritual.
  • Tratar Realismo e Naturalismo como sinônimos. Machado investiga a mente e a hipocrisia; Aluísio Azevedo representa a pessoa como condicionada pelo meio, pela hereditariedade e pelo instinto, sob influência do determinismo do século XIX.
  • Chamar o Pré-Modernismo de escola. É um período de transição, com autores de estilos bem diferentes unidos pela denúncia do Brasil real.
  • Pensar que o Modernismo acabou com a forma. Ele recusou regras obrigatórias, não o rigor: João Cabral constrói poemas com precisão quase de engenheiro.

No Enem, a literatura aparece dentro de Linguagens, quase sempre junto com interpretação de texto: a pergunta pede que você reconheça no trecho uma característica do movimento ou relacione a obra ao seu contexto histórico. Vestibulares como a Fuvest também cobram as obras de leitura obrigatória, então vale ler ao menos um romance de Machado e um modernista inteiro.

Por que a Semana de 22 foi tão importante?

Realizada em fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, no ano do centenário da Independência, a Semana reuniu escritores, pintores e músicos — Mário e Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Villa-Lobos — em noites de leituras, exposições e concertos. O público vaiou boa parte das apresentações. O valor do evento foi mais simbólico do que artístico: ele marcou publicamente a ruptura com o academicismo e abriu caminho para uma arte que pensasse o Brasil com linguagem própria.

Teste o que você aprendeu

respondidas 0/5

Escolha uma resposta e veja na hora se acertou. É para aprender — sem pressão.

  1. 1. Um romance descreve os moradores de uma habitação coletiva como larvas que se multiplicam e explica o destino de cada um pelo meio em que vivem. Qual estética ele segue?

    Por quê: Comparar pessoas a animais (zoomorfização) e explicar o comportamento pelo meio é determinismo, a marca do Naturalismo, como em O Cortiço.

  2. 2. Um poema usa “locus amoenus” e “fugere urbem” e o eu lírico assina como pastor. A que escola pertence?

    Por quê: Lemas latinos, campo idealizado e pseudônimo pastoril são marcas do Arcadismo. O Parnasianismo também ama a Antiguidade, mas não encena a vida de pastor.

  3. 3. Um poema joga com opostos — “ardo em gelo”, “vivo morrendo” — para expressar a culpa de quem deseja e teme o pecado. Qual escola?

    Por quê: Antíteses e paradoxos a serviço do conflito entre carne e espírito definem o Barroco, poesia da Contrarreforma.

  4. 4. Qual obra é o marco inicial do Pré-Modernismo e por quê?

    Por quê: Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, narra a Guerra de Canudos e revela um país excluído, inaugurando a denúncia típica do Pré-Modernismo.

  5. 5. Um romance de 1938 narra, em linguagem seca, uma família de retirantes fugindo da seca. Em que momento ele se encaixa?

    Por quê: É Vidas Secas, de Graciliano Ramos: romance regionalista de denúncia da geração de 30, a segunda fase modernista. O regionalismo romântico idealizava o sertão.

Você acertou de !

Desafie alguém a bater o seu placar:

Crie sua conta para ganhar Aura ao concluir este guia.

Perguntas frequentes

Qual é a ordem das escolas literárias no Brasil?
Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo e Naturalismo (com o Parnasianismo na poesia), Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo e literatura contemporânea.
Qual é a diferença entre Realismo e Naturalismo?
O Realismo, de Machado de Assis, analisa a psicologia e a hipocrisia social com ironia. O Naturalismo, de Aluísio Azevedo, explica o ser humano pelo meio, pela herança biológica e pelo instinto, com forte influência das ciências do século XIX.
Quais são as três gerações da poesia romântica?
A nacionalista ou indianista (Gonçalves Dias), a ultrarromântica ou do mal do século (Álvares de Azevedo) e a condoreira, social e abolicionista (Castro Alves).
O Pré-Modernismo é uma escola literária?
Não exatamente. É um período de transição entre 1902 e 1922 que reúne autores de estilos diferentes, como Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos, unidos pela denúncia da realidade brasileira.